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terça-feira, 10 de agosto de 2010

Surpresa!

A minha mãe tá me dando o tombo faz um bom tempo. Ela acha que a idiotona aqui não sabe que ela leva
pãezinhos quentes pro meu irmão Renato, o bandido disfarçado de PM, toda manhã.
Acontece que, sábado, uma amiga, vizinha do tal, disse que às vezes minha mãe vai até à casa dele (aqui ele não vem faz 15 meses, pelo menos tem vergonha na cara), chama pelo casal e ninguém a atende, mesmo que ambos estejam, pois a Gisa sabe quando tem gente ou não na casa.
Hoje, eu dei o dinheiro na mão dela e mandei-a pra outra padaria, mais perto até, só pra ver a reação. Fatal! Ela chegou falando que acha o outro pão melhor, mais sequinho... mentira o outro é horrível, mas é perto da casa do Reca, lado contrário ao que ela foi hoje. Eu ri sozinha, sentada aqui no PC. Uma mulher com 72 anos, que criou quatro filhos, um diferente do outro e, que convive com uma das filhas 24 horas por dia, há nove anos, não sabe que seus rebentos a conhecem e eu, melhor que ninguém, até o pensamento.
Outra coisa que me pede o comentário de vocês.
O Reca vendeu, há muitos anos atrás, o carro da minha mãe, para o pr. Joaquim, sem pedir autorização pra ninguém da família, pois o veículo servia a todos. Só trouxe o documento de venda pra minha mãe, disse que o dinheiro era pra cobrir dívidas de agiotagem, ela (boba e sem orientação) assinou e condenou a si própria.
Em julho/2010, nós gastamos mais de 350,00 em táxis, para levá-la e trazê-la de médicos, fato que não ocorreria se o carro houvesse sido mantido e trocado por modelos mais novos com o passar dos anos.
Então, não quer dizer que todos os carros que o Renato Blagitz teve, depois desta falcatrua inominável, foram da minha mãe e o atual também é? Afinal, ele não repôs o que pegou. Sacanagem das grandes, gente. E tem pessoas que juram que EU sou ruim. Venham ver.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

A expiação continua!

Desta vez o erro foi meu, mandei um torpedo pra meu irmão Dahyl, com os seguintes dizeres: "Dah, feliz dia dos pais. Se vc não vier pra me dar o dia todo de folga, por favor, nem venha. A mãe não vai nem notar. Se vc fica só pra comer e vai embora, ela fica agitada e carente. Eu não tenho mais paciência com com as cobranças de att. Ninguém aguenta, é ou não?, pense no trabalho extra que vai me dar. Bye, bjo em meus príncipes." (Enviada em 08.08.2010, às 08:22:13)
O que eu não pensei é que ele fosse aceitar a sugestão e não vir. Era dia dos pais, nós não temos pais, só uma mãe doente que espera por ele todos os domingos. Eu, sinceramente, pensei, que ele ficaria com ela até lá pelas 18 horas ou fosse levá-la pra passar o dia na casa dele. Não!!!!! Ele, simplesmente, não veio mesmo!!!!
Alguém entende o que se passa na cabeça de um filho que age assim? Que os outros não viessem, tudo bem, mas nem o ofcial da Igreja Presbiteriana de Piratininga, o pistolão? Que cristão é este. E que tipo de índole possui a esposa de um homem, que não o incentiva a estar com sua mãe, pelo menos uma vez por semana. Agora são duas semanas sem vir.
Será que EU estou tão errada? Cuidando SOZINHA de uma demente de Alzheimer, 24 horas por dia, 30 dias por mês, 365 dias por ano? O incrível é que esses seres, codinominados de meus irmãos, conseguem convencer todo mundo que a obrigação é minha. Que eu OPTEI. Que continuar aqui é seguro pra mim, pois tenho onde morar. Não! Eu moro aqui, porquê a casa 11-B, já foi transferida por certificado de propriedade pra mim. É minha, sem contar a parte na casa da mãe. Eu paguei a construção da edícula; pago energia separada; pago o valor integral da água consumida; tenho entrada separada. A edícula é minha!!!!! Surpresa!!!!!!!
Nesta semana, ainda, estarei no fórum, pra acomodar melhor a minha opção e dar um pouco de opção pra eles. OBA!  Todo mundo vai ter chance de ver como é optar por deixar de viver sua vida, pra viver a vida de outra pessoa. Vai ser uma experiência inesquecível, eu garanto!
Torçam por mim, amigos!

sábado, 7 de agosto de 2010

Amanhã é domingo. Valha-me Deus!

Amanhã é aquele dia, em que a topeira mãe (tem a topeira filha:eu), fica toda alvoroçada pra conseguir criar seu prato domingueiro: macarrão com frango (eu não posso mais nem ver!), porquê o filho amado e completamente despreocupado, Dahyl, vem almoçar em casa. Quer dizer, ninguém garante que ele venha. Na semana passada, se lembram-se, ele não apareceu, não telefonou, nem mandou um torpedo. Simplesmente sumiu e ela ficou esperando, com o grude na panela.
Só que o domingo começa hoje, pois ela já se informou que estamos no sábado e ela precisa providenciar os ingredientes para usar amanhã. Aí começa o MEU dia. Centenas de vezes a mesma pergunta: será que eles vêm? Bom, vou fazer o macarrão assim mesmo. A Renata diz que só vem aqui pra comer o macarrão. Gente, que mentira cabeluda! Eles estão fartos do mesmo cardápio. Não têm vindo almoçar pra fugir do menu. E a mãe achando que tá abafando.

Ah! Deixe-me contar outro problema que está muito agravado: ontem, ela saiu de casa, pra atrapalhar a vida de quem tem o que fazer, simplesmente oito (8) vezes!!! E não tem hora. É antes do almoço; depois do almoço então, uma loucura; à tardezinha; antes do jantar (tudo dos outros), porquê ela está lichando-se pra própria casa e pra sua higiene pessoal.
Eu, quando a vejo sair, raro, ela está com a mesma camiseta que usou durante toda a semana e que é uma carniça pura. Não sente o cheiro, perdeu o olfato. O cabelo é um sebo só. GENTE! Tem três tipos de xampu no banheiro dela. E no corpo, ela só usa sabonete, não passa bucha, mesmo depois dessa maratona diária! Como uma pessoa chega neste ponto?
Quando eu comecei a cuidar do Mal de Alzheimer, o médico disse, a evolução da doença é rápida, logo ela não reconhecerá mais ninguém; ficará catatônica e presa à cama; vocês terão que cuidar de sua higiene e dar comida na boca... isto foi há SETE anos atrás?
Quando eu recebi a notícia, fiquei super triste, mas conformada, pois minha passagem pela doença seria rápida, logo eu e meus irmãos colocaríamos uma enfermeira pra cuidar dela e eu seguiria com a minha vida, Ledo engano.
O caso da minha mãe é inédito diz o médico, o prazo maior de resistência à doença é de dois anos. Mas minha mãe, como tinha que ser diferente, ultrapassou todos os limites imagináveis e continua com a saúde física melhor que a minha. Só que dá muito trabalho. Pelo amor de Deus. Ela grita, me xinga, expulsa de casa, tem delírios sobre coisas que eu disse e fiz, quando sequer consegui vê-la. Uma situação que, se ela contar na rua, eu vou pra cadeia e eu mal vejo a minha mãe, ultimamente.
Vocês já ouviram a expressão "cachorro sem dono", pois é. Ela tornou-se um. Até oração eu já pedi, pra Deus acalmar as pernas dela e dar-lhe vontade de cuidar da sua casa; quem sabe o peso sobre mim diminuísse um pouco, já que Dahyl, Reca e Gonha não vão fazer nada, mesmo.
Ontem, eu estava na cama, deitada e pensando: se não Deus não vai dar-me descando em vida, não estaria na hora de morrer? Tá certo que a ordem natural das coisas não é esta, mas minha mãe é eterna; o trabalho imenso e constrangedor que ela dá só vai aumentar, então, porquê não dar um descanso (eterno) pra mim. Não vai mudar nada, pra mim, eu já não vivo há anos. Vai dar um trabalhinho por meus irmãos (acidentes genéticos) e, ela, acho que nem vai notar. Se não liga pro que eu digo hoje, não vai ligar mais.
Estou muito cansada, demais. E, os crentes (não cristãos) das igrejas dos meus irmãos, acham que eu reclamo de barriga cheia! Pai, perdoai-os, eles não sabém o que dizem.
Um bom domingo a todos.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Revoltada! (Alzheimer maldito).

Hoje eu acordei revoltada com a vida!
Não consegui pregar os olhos durante a noite, tô um bagaço.
Aí dou de topo com minha mãe e o amigo dela, o Alzheimer, falando feito louca, às sete horas da madrugada e, querendo que eu respondesse a enxurrada de perguntas que estava fazendo; comentasse o que estava contando; conversasse sobre 'qualquer' coisa com ela... e eu, semi-morta.
Não teve jeito, saí com aquela : felizes são o Dahyl, o Reca e Gonha, que sumiram de casa, quando viram o que ia acontecer e largaram a senhora pra mim.
Mil perdões, mas minha terapeuta disse que é normal sentir raiva, é meu direito. E após nove anos, a pessoa já está num nível de estresse absurdo. Sem condições de responder questionário, logo ao acordar.
Aí, aviso que vem faxineira, no que ela pergunta: você a recebe? Meu! Não é chá das cinco, é faxina. E quem é que faz tudo aqui, não sou eu? É lógico, que vou colocar a moça pra dentro.
A dª Carmem começa o serviço e lá vem a mamãe pra questioná-la a respeito de toda a sua vida; onde mora; se é casada; se tem filhos; quantos anos tem; e, daí em diante. O problema é que ela repete a mesma ladainha um sem número de vezes, durante todo dia. A moça não sabe se trabalha ou responde às perguntas. É demais! Por favor, concordem.
Agora ela está dando uma volta com o cachorro, vai suar e chegar aqui cheirando a vinagre (suor forte), eu digo: mãe tome um banho, a senhora tá fedida. Ela me excomunga! Fui eu quem acordei de 'ovo virado' e fico procurando defeitos nela! É mole? Quer mais. Tem. Mas não dá pra contar agora, a faxineira chegou.
Até amanhã.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Twitter, um mal necessário?

Desde que comecei a usar esta ferramenta, o twitter, venho me perfuntando o por quê?
No meu caso, em particular, os tweets de empresas jornalísticas me interessam demais, pois sou jornalista.
Mas com o decorrer do tempo, percebi a falta de delicadeza e educação, de pessoas que dependem de mim e dos outros twiteiros, pra terem seus nomes em evidência: famosos, celebridades, políticos e até pessoas comuns. Somos nós quem os fazemos.
Apesar disso, nós não conseguimos tirar um trivial "Bom dia" de ninguém! Têm exceções, eu conheci algumas, mas a maioria esmagadora me ofende com estes gestos mesquinhos, que revelam a verdadeira essência dá pessoa. Tem gente com centenas de milhares de seguidores que, eu duvido, já tenha trocado um cumprimento cordial com a maioria deles. Isto é fundamental para manter-se o glamour e a aura de que a pessoa que você segue, merece, por algum motivo, ser seguida. Quem sabe, por ser simpática e agradável.
Existe uma candidata à presidência no twitter que, perdeu meu voto de de outros amigos, simplesmente por não dar-nos um 'bom dia', apesar de cobrarmos. Se nos ignora agora, como será na presidência? Eu não vou arriscar.
Gostaria que todos lessem este post, pois reflete, exatamente, o que a maioria dos twiteiros sentem. Dirijam-se a nós, seus fiéis escudeiros, da maneira mais simples que existe: dêem-nos um 'bom dia', em troca de toda a atenção que lhes damos, durante todo o nosso dia.
Por hoje é só!

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Eu fui agredida!

Ontem eu resolvi descer na lanchonete Vide Gula e comer um lanche, devidamente escudeirada pelas 'bibas', graças a Deus.
Tudo estava muito bem, até que chegou um elemento de nome Estevan, filho do Zanoni e, começou a discutir comigo, pois o eu havia enquadrado sobre o uso de drogas, pelo telefone, há dias atrás. Eu expliquei que havia obtido as informações de outra pessoa, da qual eu citei o nome, inclusive.
Pra minha sorte, digamos, outras pessoas ouviram o tal fofoqueiro e correram em minha defesa. O Estevan, que é uma pessoa qu eu admirava muito, pois o conheço desde adolescente, desculpou-se e ficamos bem.
Enquanto isso, rolava papo de gay na mesa e, ele tomando partido dos meus amigos, bradando não ter preconceito algum, pelo contrário, que compraria briga por qualquer um deles.
O pessoal foi embora, trabalham cedo e eu fiquei pra dar carona pro Rafa. Enquanto isso, permaneci no bate-papo com o Estevan, o Beto (chegou depois), o Lucas DJ e o Alex, que havia pedido batata frita. Então ficamos esperando.
Parecia que tudo estava indo bem, até que no meio da brincadeira, começaram com aquela brincadeira besta de 'sua irmã tá na zona' e por aí foi, com ELES rindo muito, eu odeio este tipo de chacota.
Mas fui infeliz, pois acompanhando o clima, chamei o Estevan de gay! Eu estava rindo da brincadeira. Ele, simplesmente, atirou o conteúdo de um copo de cerveja sobre mim! Molhando desde os cabelos até as blusas e calças que eu usava. Fiquei perplexa. Seria homofobia? Quer dizer que ele não tem preconceito, mas não pode receber o título, porquê, pra ele é ofensivo?
Eu queria deixar bem claro que, que pra alguém que bebe às minhas custas, compra cicarro com meu dinheiro, gasolina, enfim, vive me pedindo ajuda pra sustentar-se, ele deveria ter pensado melhor, antes de jogar mais de 10 anos de amizade no lixo, pois não terá perdão.
Este é o tipo de atitude que a pessoa tem que pensar mil vezes antes de tomar. Ele não o fez.
Espero, também, que meus amigos, queridos gays, saibam quem é o Estevan e repudiem os comentários favoráveis e compreensivos que ele faz, porque ele é HOMOFÓBICO. Ele não os respeita, não os considera pessoas dignas e, tudo que diz é mentira.
Lamento muito o que aconteceu, peço perdão aos demais que assistiram a cena grotesca, mas garanto que não se repetirá e que esse 'vampiro' não vai mais me sugar.
Cuidado, Pipinha. Você confia demais. Queria saber, taí sua resposta.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Domingo de escravidão.

Outro, né?
Não pra variar, meu único irmão, que eu pensava importar-se com minha mãe, não apareceu: o Dahyl.Nem ele, nem a intragável (Renata) e nem meus sobrinhos e, a 'coitada' esperou até uma  hora da tarde pra acompanhá-los no almoço.
Eu? Tava cochilando. Já tinha comido e adoro paz e tranquilidade. Barulho,'conversê', não é comigo. Só se for com meus amigos, aí é diferente.
O que muda, em relação aos meus dias normais? Ter alguém aqui, fingindo que está interessado nos papos dela (mãe) e, mantedo-na ocupada por duas horinhas. As minhas ÚNICAS DUAS HORAS SÓ MINHAS, durante a semana.
O outro irmão, pouco falei dele, é o Reca... um cara que não fez nada certo na vida e graças a meu pai, tornou-se policial militar. Esconde-se dentro da farda. Este não aparece em casa há 15 meses, mesmo morando há poucas quadras daqui. Inclusive, no aniversário de um aninho da filhinha Rafaela, sequer avisou a avó da menina (muito menos eu). Um amor e exemplo de integridade, não concordam. Quem vê na rua, acha que vale alguma coisa, eu quem sei.
A minha irmã, Luciana, ficou duas semanas aqui, bronzeando o 'loló' nas Águas Quentes e não entrou na minha casa. Pegou a mãe 'um dia' e foi lanchar. Bom, quem tem que sair pra lanchar fora sou eu, vamos e venhamos. Aí vem com um papo, numa carta:"que pena que não tem ninguém pra cuidar direito da senhora", por quê não leva e cuida? Ou, "a senhora não sabe a saudade que sinto nesses 20 anos longe de casa". Tá longe de casa porque quer, ninguém mandou embora. E os cinco anos que passou sem vir aqui, apos casar-se? Onde estava a saudade?
O que me deixa mais chateada é que quando não aparece ninguém no domingo, a carência de atenção absoluta e ininterrupta da minha mãe, vai às raias do insuportável!! Eu quem tenho que aguentar:'tô sozinha', 'vem ficar comigo', 'não podiam ligar e falar:cretina, nós não vamos hoje' e, daí ela vai tecendo um rosário de reclamações e eu, sonhando em ficar quietinha no meu quarto, não consigo. Vira embate.
Às vezes, eu penso que eles acham que me largando em paz, eu vou ficar mais maleável e flexível... como assim? Eu levei a mãe quatro vezes ao médico em uma semana, de táxi, sendo que eles têm carros e devem colaborar! Acaba acontecendo o inverso, eu fico mais irritada e com mais certeza de que tenho que entrar numa batalha judicial pra resolver isso. Neste mês, eu completo dez anos de servidão. Meus amigos dizem que mais do que passou da hora e é verdade. Tenho que agir.
Vocês devem perguntar porque eu escrevo isso tudo no blog. É que eu quero o máximo de testemunhas possíveis do quanto estou sendo usada e usurpada em meus direitos mais fundamentais, como direito à vida! Pois eu não tenho vida. Eu vivo a vida da minha mãe.
Maldito Alzheimer. Acabou com uma pessoa alegre, bem sucedidad, cheia de bom humor e amigos e, transformou-a num ser rancoroso e cheio de mágoa.
Vocês vão ajudar-me a disseminar esta situação que eu vivo e alguma boa alma, há de fazer alguma coisa.
Tenho fé!
Boa semana a todos e estejam certos de que Deus é por nós.