Este blog visa informar sobre como é a vida de um cuidador de doente de Alzheimer e ajudar os que não sabem o que fazer. Aqui eu também falo sobre minha experiência pessoal diária com um D.A. Há 10 anos, sem contar com a ajuda de nenhum dos 3 irmãos. Infelizmente, há meses afastada da função de cuidadora, pelo Ministério Público, devido ao meu nível de estresse. Minha mãe está aos cuidados do meus irmãos Renato e Dahyl. Está definhando e cada dia mais triste. Sigam.
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quinta-feira, 25 de outubro de 2012
Pista para Causa de Alzheimer Encontrado em amostras de cérebro
25 de outubro de 2012
Fonte: Annals of Neurology
. Pesquisadores da Washington University School of Medicine, em St. Louis ter encontrado uma diferença chave nos cérebros de pessoas com doença de Alzheimer e aqueles que são cognitivamente normal, mas ainda têm placas no cérebro que caracterizam este tipo de demência "Há um grupo muito interessante de pessoas cujo pensamento e memória são normais, mesmo tarde na vida, mas seus cérebros estão cheios de placas de beta-amilóide, que parecem ser idêntico ao que é visto na doença de Alzheimer ", diz David L. Brody, MD, PhD, professor associado de neurologia. "Como isso pode ocorrer é uma questão tentadora clínica. Ele deixa claro que não entendemos exatamente o que causa demência. " placas duras feitas de uma proteína chamada beta-amilóide estão sempre presentes no cérebro de uma pessoa diagnosticada com a doença de Alzheimer, de acordo com Brody. Mas a simples presença de placas não resulta sempre em pensar danificado e memória. Em outras palavras, as placas são necessárias - mas não suficiente - para causar demência de Alzheimer. O novo estudo, disponível on-line na revista Annals of Neurology, continua a implicar beta-amilóide em causar demência de Alzheimer, mas não necessariamente na forma de placas. Em vez disso, as moléculas mais pequenas de beta amilóide dissolvidos no fluido cérebro parecem mais estreitamente relacionado com o facto de uma pessoa desenvolver sintomas de demência. Chamado beta-amilóide "oligómeros", que contêm mais do que uma única molécula de beta-amilóide, mas não tantas que eles formam uma placa. Oligómeros flutuantes no fluido cérebro têm sido desde há muito que se suspeita ter um papel na doença de Alzheimer. Mas eles são difíceis de medir. A maioria dos métodos só detectam sua presença ou ausência, ou grandes quantidades. Brody e seus colegas desenvolveram um método sensível para contar um número ainda pequeno de oligômeros no líquido cérebro e é usado para comparar os valores em suas amostras.
Os pesquisadores examinaram amostras de tecido cerebral e do líquido de 33 falecidos idosos (idades 74-107). Dez indivíduos foram normais - sem placas e sem demência. Catorze tinham placas, mas não demência. E nove tiveram o diagnóstico de doença de Alzheimer -. Ambos placas e demência Eles descobriram que os pacientes cognitivamente normais com placas e pacientes de Alzheimer ambos tinham a mesma quantidade de placa, mas os pacientes com Alzheimer apresentaram níveis oligoméricas muito mais elevados. Mas até mesmo níveis oligoméricas não completamente distinguir os dois grupos. Por exemplo, algumas pessoas com demência sem placas, mas tinha ainda oligómeros, mesmo em quantidade semelhante para alguns pacientes com doença de Alzheimer. Onde os dois grupos diferiam completamente, de acordo com Brody e seus colegas, a proporção era de oligómeros para placas. Mediram oligómeros mais por placa em pacientes que sofrem de demência, e a menos por oligómeros de placa das amostras de pessoas cognitivamente normais. Em pessoas com placas mas sem demência, Brody especula que as placas poderiam servir como um tampão, a ligação com oligómeros e mantê-los livres amarrado. E na demência, talvez as placas ter excedido a sua capacidade para capturar os oligómeros, deixando-os livres para flutuar no fluido do cérebro, onde eles podem danificar ou interferir com os neurónios. Brody adverte que, devido à dificuldade na obtenção de amostras, os níveis de oligómeros têm nunca foram medidos em pessoas vivas. Portanto, é possível que esses pedaços flutuantes de forma amilóide beta só depois da morte. Mesmo assim, diz ele, ainda há uma clara diferença entre os dois grupos. "As placas e oligômeros parecem estar em algum tipo de equilíbrio", diz Brody. "O que acontece para deslocar a relação entre os oligómeros e placas? Como a pesquisa de Alzheimer muito, este estudo levanta mais perguntas do que respostas. Mas é uma peça importante do quebra-cabeça que vem. " Adaptado da Universidade de Washington School of Medicine, em St. Louis
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
Cuidar de Idosos
ORAÇÃO DO IDOSO
Bem-aventurados aqueles que compreendem meus passos vacilantes e minhas mãos trêmulas.
Bem-aventurados os que levam em conta que meus ouvidos captam as palavras com dificuldade, por isso procuram falar mais alto e pausadamente.
Bem-aventurados os que percebem que meus olhos já estão nublados e minhas reações são lentas.
Bem-aventurados os que desviam o olhar, simulando não ter visto o café, que por vezes derramado sobre a mesa.
Bem-aventurados os que nunca dizem "você já contou isso tantas vezes".
Bem-aventurados os que sabem dirigir a conversa e as recordações às coisas dos tempos passados.
Bem-aventurados os que me ajudam a atravessar a rua e não lamentam o tempo que me dedicaram.
Bem-aventurados os que compreendem quanto me custa encontrar forças para carregar minha cruz.
Bem-aventurados os que amenizam os meus últimos anos sobre a terra.
Bem-aventurados todos aqueles que me dedicam afeto e carinho, fazendo-me, assim, pensar em Deus.
Quando entrar na Eternidade, lembrar-me-ei deles, junto ao Senhor.
CUIDE-SE - DICAS PARA CUIDADORAS FAMILIARES
- Cuide de si mesmo – você não conseguirá cuidar bem do idoso, se você estiver doente ou esgotado(a).
- Faça exercícios e cuidado com o que come. Tenha um estilo de vida saudável.
- Esforce-se para alcançar o equilíbrio em sua vida. Lembre-se de pedir ajuda.
- Faça suas visitas ao médico, regularmente. Arranje tempo para cuidar também da sua saúde.
- Reduza seu ritmo. Não dá para ficar trabalhando 24 horas por dia e sete dias por semana. Peça ajuda!
- Confira os serviços de apoio em sua comunidade. Grupos como a ABRAz, Brasil Parkinson ou grupos religiosos de apoio podem ajudar a aliviar a carga de seu trabalho com o idoso dependente.
- Cuidado com a depressão! Busque o apoio da família e dos amigos, se você precisar de ajuda.
- Tire finais de semana ou férias para descansar . Procure relaxar e fazer coisas diferentes.
- Criar uma rede de apoio de amigos, familiares e profissionais. Você nunca deve ficar sozinho(a) ou cuidar do idoso sozinho(a)! Nunca!
ALZHEIMER: quando a pessoa idosa ¨vê e ouve¨coisas e situações irreais - ou que desconfia e faz acusações infundadas.
Isto acontece na pessoa idosa com Alzheimer já numa fase mais inicial e causa grande desgaste pra família e, principalmente, pra que cuida diretamente.
¨Alguém roubou minhas coisas, tem alguém em casa, estão falando mal de mim...¨
Dicas:
- Nunca confronte com a pessoa idosa, nunca questione se é verdade ou mentira o que ela fala. Neste caso, ninguém ganha a discussão. Ninguém, aqui, é dono da verdade.
- Não levante a voz, não grite, todo mundo agitado só piora tudo.
- Tente desviar a atenção do idoso, tente mudar o foco de sua alucinação. Exemplo: uma senhora com Alzheimer que adora rezar a missa do Padre Marcelo Rossi, sempre que faz quadros de agitação e alucinações, sua filha coloca o dvd com uma missa deste padre, já previamente gravada e, naquela hora, diz pra mãe: ¨Começou a missa, vamos rezar?¨Por encanto, a agitação desaparece.
- Nunca perca a paciência - muita calma nessa hora - e não se ofenda com as acusações infundadas. Lembre-se: quem agita, quem alucina não é a pessoa, é a doença de Alzheimer!
Cuidar de Idosos
CREDO DO(A) CUIDADOR(A) FAMILIAR
- Eu cuido muito bem de mim. Se não estou em boas condições de saúde física e psicológica, não poderei cuidar da pessoa idosa .
- Eu aceito que cuidar de idoso envolve uma grande variedade de emoções, da raiva à alegria, do ressentimento à compaixão.
- Eu aceito que os meus sentimentos, em relação ao idoso que cuido, não estão certos nem errados. Simplesmente, são tão naturais e inevitáveis como o ato de respirar.
- Eu tenho o direito de receber consideração, afeto, perdão e aceitação do idoso que cuido, enquanto eu ofereço também estas qualidades em troca.
- Eu devo pedir e aceitar ajuda de outras pessoas. Eu envolverei a minha família, os meus amigos e a comunidade no acompanhamento do idoso que cuido. Sei que não é minha função cuidar de tudo e fazer tudo sozinho.
- Eu procuro sempre informações que podem ajudar-me como um cuidador. Eu reconheço que a informação é poder. Também reconheço que, quanto mais capacitação e informação eu obter, melhor será o cuidado com o idoso.
- Eu respeito as preferências e as decisões do idoso que estou cuidando. Eu ofereço ao idoso a dignidade, o carinho e cortesia que eu gostaria de receber, se a situação se invertesse. Eu tenho o direito de rejeitar qualquer tentativa do idoso (consciente ou inconsciente) para manipular-me através de culpa, raiva ou depressão.
- Reconheço que a mudança – para bem ou para mal – é uma parte natural do processo de cuidar de um idoso. Eu me mantenho flexível e aberto à mudanças.
- Eu celebro os pequenos êxitos e me permito lamentar as decepções. Eu compartilho os meus sentimentos com aquelas pessoas em quem confio.
- Estou consciente de minhas próprias necessidades e de resguardar os meus direitos como um cuidador. Eu não permito que a minha função de cuidador possa atrapalhar outros aspectos da minha vida.
- Eu me perdôo pelos meus defeitos e felicito-me pelo esforço e amor que eu coloquei no meu trabalho de cuidador de meu idoso querido e amado
sábado, 21 de julho de 2012
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